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7 de outubro de 2013

Sapo tipo Michael Myers



Todo mundo sabe o quão fácil é começar algo e quão difícil é terminar.

Eu diria que ainda mais difícil do que terminar é mantê-lo da maneira que você quer.

Isso foi algo que percebi recentemente através do Desafio do Tempo... eu não sou boa para manter certas coisas. Geralmente acontece assim: Eu faço algo e gosto de fazer bem feito e quando termino, risco da minha listinha de afazeres e esqueço completamente do assunto, afinal de contas já acabei, terminei :)

O tempo passa e agora estou totalmente focada em outra coisa. Estou trabalhando para terminar minha próxima tarefa quando de repente, eu olho pro lado e lá está osapo que eu acabei de comer, vivinho da silva como se eu nunca o tivesse tocado!

E esse é o problema quando o assunto é a boa administração do tempo, terminar uma coisa e mantê-la assim.

É como quando você limpa a sua casa. Você pode tirar um dia inteiro para fazer uma limpeza de cima a baixo, para organizar e deixar tudo da maneira que você gosta, mas se você não manter a casa organizada, na semana que vem quando separar um dia para fazer a limpeza novamente, vai gastar a mesma quantidade de tempo ou até mais.

Esse é o ciclo em que muita gente cai. Elas nunca têm tempo para outras coisas, parecem nunca conseguir um tempinho para nada novo ou até mesmo para fazerem as coisas mais importantes que têm que fazer, porque as suas responsabilidades atuais e as coisas que estão sempre acostumadas a fazer estão sempre tomando todo o seu tempo.

A solução? Manutenção. Faça uma coisa, termine-a e trabalhe para mantê-la daquela maneira. Se é a limpeza do seu quarto, limpe e o mantenha limpo até o próximo dia de limpeza. Se são as suas roupas, lave, guarde e as mantenha organizadas até que tiver que fazer isso de novo. A mesma coisa com a sua casa, a mesma coisa com tudo que você começa e termina.

É nisso que estarei trabalhando por todo esse mês. Se você é minha parceira no Desafio do Tempo ou deseja ser, você deveria fazer o mesmo ;) Eu estarei vindo aqui na seção de comentários no final de cada semana para contar como vai indo a minha “manutenção” e eu adoraria ouvir de você também.


Lembre-se: Um sapo uma vez comido tem que continuar morto, senão é como ter um sapo tipo “Michael Myers” na sua vida. Não importa quantas vezes você o mate, quando você olha pra trás, ele ainda está vindo pra te pegar O_o

4 de outubro de 2013

A história da sua vida



Recentemente eu entendi porque gosto tanto de filmes.

É a mesma razão porque eu gosto de livros. Eu gosto das histórias, de ver como a personalidade de um personagem se desenvolve, as escolhas que ele faz, as lutas que ele passa, suas indecisões, sua vulnerabilidade, como a história da sua vida progride nas duas horas que mantenho os meus olhos na tela e por fim, eu gosto de ver seu final feliz.

Quando eu era criança eu sempre quis que a minha vida fosse como nos filmes que eu assistia ou nos livros que lia. As coisas pareciam tão mais simples, tão mais interessantes e definitivamente pareciam acontecer muito mais rápido do que na vida real. A verdade é que, eu gostava de assistir filmes naquela época porque me ajudava a escapar da minha própria vida, da minha própria realidade.

Claro que a minha razão de assistir e gostar de filmes mudou, mas quanto mais eu pratico esse hobby, mais eu vejo que a nossa vida é como a história de um filme ou livro.

A história da sua vida começou anos atrás. Pra muitas pessoas ela tem sido triste desde o começo. Já que não escolhemos a família em que nascemos, os pais que temos e as condições financeiras em que crescemos, por um tempo a nossa vida depende inteiramente das decisões de outras pessoas.

Mas o dia chega, como acontece com todos, em que somos capazes de tomar as nossas próprias decisões, quando já não precisamos de outras pessoas para nos guiar entre o certo e o errado, mesmo sendo jovens, começamos a pensar por nós mesmos.

Até esse dia, outra pessoa estava “escrevendo” a nossa história e seja lá o que for de ruim que tenha acontecido, não podíamos fazer nada a respeito. Mas aquele dia chega e agora você é quem está preenchendo as páginas da sua vida.

Infelizmente algumas pessoas decidem continuar culpando os outros por todas as coisas ruins que aconteceram com elas ou pelas coisas que nunca tiveram. Algumas vivem a vida de qualquer maneira pois não acreditam que ela pode ser diferente do que tem sido até agora e outras ainda, pensam que agora não é hora de tomar nenhum tipo de decisão séria, pensam que são muito jovens e por isso devem aproveitar as coisas “boas” da vida. Poucas escolhem levar sua história em uma direção diferente que a maioria das pessoas.

Dezoito anos atrás eu decidi mudar o curso da minha história. Eu entreguei a minha vida para Deus e desde então, a cada dia, Ele tem me ajudado a escrever uma história melhor do que eu tinha vivido até então. Houveram muitas dores, decepções e lutas, como em qualquer boa trama, mas houveram também vitórias, bênçãos inesperadas, felicidade, muitas risadas e até um príncipe J E com a Sua ajuda eu estou caminhando em direção ao meu final feliz.

Todos querem um final feliz, mas nem nos filmes a história pula do “era uma vez” para “e viveram felizes para sempre”. Tem muita coisa a ser preenchida entre esses dois acontecimentos e é isso que você está fazendo na sua própria vida.
           
A cada dia você está escrevendo uma página da sua história, você está tomando decisões que vão levar essa história a algum lugar. E onde ela está indo?

Hoje e todos os dias são simplesmente páginas em branco do livro da sua vida e é VOCÊ que está segurando a caneta.

O que você vai escrever nos próximos capítulos?

30 de agosto de 2013

Escritores da Liberdade



Eu fico me perguntando por que será que toda vez que eu quero escrever sobre um filme que eu gostei muito, eu pareço ficar sem palavras?

Parece que não importa o quanto eu escreva ou quão bem eu explique, eu nunca conseguirei expressar aos meus leitores o porque de gostar tanto de um certo filme, especialmente quando ele é baseado em uma história real.

Isso foi exatamente o que aconteceu com a resenha do filme dessa semana. Eu estou querendo falar sobre ele há muito tempo, mas sempre achava uma “desculpa” para adiar e deixar para um outro dia... até agora.

Eu assisti esse filme pelo menos umas quatro vezes e ele sempre me surpreende.

É a história sobre uma mulher chamada Erin Gruwell (atuada por Hillary Swank), que depois de ter seguido uma carreira diferente, decide que é hora de realizar o sonho que sempre teve de ser professora. Ela aplica em uma das escolas e fica radiante quando é contratada.

Ela se prepara de todas as maneiras para o seu primeiro dia. Escolhe a melhor roupa, chega cedo e fica lá esperando nervosa e ansiosamente pelos alunos. Você consegue ver a felicidade em seu rosto. Seu sonho vai finalmente se realizar. Ela vai poder ensinar o que sabe para uma classe inteirinha de jovens e quem sabe, fazê-los ver o mundo um pouquinho do jeito que ela vê.

Ela é muito inexperiente mas oh como espera inspirá-los de alguma forma!

E assim um por um, os alunos começam a entrar na sala 203 onde terão aulas de Inglês com a nova professora e ao entrarem, ela sorri... ela quer que eles se sintam bem-vindos.

Mas ela não estava preparada para o que viu em seus rostos. Ninguém correspondeu ao seu gesto carinhoso; em vez disso ela viu raiva, desinteresse, ódio, racismo, resistência, preconceito, conflito, angustia, medo... e tudo isso no primeiro dia! Cada aluno sentou com o seu “grupinho”, virou a cadeira para o lado que queria e simplesmente fez o que bem entendia. Tudo o que queriam na verdade é que o sinal tocasse para irem para a próxima aula e depois pra casa. Ninguém estava nem aí pra ela, ninguém se importava com o fato de que ela estava presente.

Não preciso nem dizer que seu primeiro dia como professora com um desastre total e os próximos não foram diferentes. Ela tentava ensiná-los mas ninguém prestava atenção. Então ela descobriu que a maioria dos estudantes da sua classe e da escola toda eram membros de gang; eles carregavam facas e armas para a escola, brigavam entre si, brigavam fora da escola, muitos eram pobres, alguns não tinham casa e ninguém, nenhum deles acreditava que poderiam ser alguém na vida.

Eles não a respeitavam e não davam a mínima para o que ela tinha a dizer ou ensinar.

Então afinal de contas querer ser professora não foi uma boa ideia.

Talvez alguns sonhos nunca se realizam... talvez fazer a diferença em algum lugar ou na vida de alguém não é pra todos. E ao olhar para todas as coisas que estão dando errado em sua vida, você percebe que talvez... talvez você não é bom o suficiente.

Quem nunca enfrentou uma situação difícil ou uma grande decepção que lhe fez sentir exatamente assim?

Eu já.

E depois de ler isso talvez você pergunte, “Como pode esse filme ser bom? Se essa é a história, por que eu deveria assistir?

Mas é aí que a história começa a ficar bem interessante...

Eu ainda não contei a melhor parte.

Volte aqui na próxima sexta-feira que eu te conto ;)